Profissionais da Saúde de Júlio Mesquita realizaram campanha de combate ao Tracoma na EMEF Joaquim Boiça

Profissionais da Saúde de Júlio Mesquita realizaram campanha de combate ao Tracoma na EMEF Joaquim Boiça

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A Secretaria Municipal de Saúde de Júlio Mesquita realizou no dia 30 de março 2017 nas escolas Municipais EMEF Joaquim Boiça, a campanha de combate ao Tracoma.

O objetivo do trabalho realizado pelas profissionais da Saúde do Município é informar e explicar sobre o que são as doenças e os sintomas para as crianças e adolescentes da faixa etária de 5 a 14 anos, além da realização de exames preliminares para identificar a existência de sintomas para a realização de um futuro tratamento, como no caso, as enfermeiras do Centro de Saúde, examinaram as pálpebras detectando sintomas do Tracoma, uma doença inflamatória dos olhos e contagiosa causada por uma bactéria.

As profissionais do Centro Saúde realizaram trabalho de conscientização, aos alunos, professores e funcionários da EMEF, como é realizado o tratamento contra o Tracoma e os riscos da doença para os olhos. Prendendo a atenção dos mesmos e até podendo explicar para os pais o que lhes foram passados. Diz Enfermeira Elisangela.

 Do portal da Prefeitura de Júlio Mesquita – Imprens@ On-line

O que é o tracoma   

O tracoma é uma afecção inflamatória crônica da conjuntiva e da córnea, uma ceratoconjuntivite crônica recidivante que em decorrência das infecções repetidas pode levar a cicatrizes na conjuntiva palpebral. Em casos mais graves evoluem para seqüelas, provocando lesões corneanasimportantes, podendo produzir cegueira.

Agente etiológico

O agente etiológico do tracoma é a Chlamydia trachomatis, uma bactéria de aproximadamente 200 a 300 milimicra, GRAM (-), de vida obrigatoriamente intracelular. Apresenta um tropismo pelas células epiteliais, onde se instala e se multiplica, formando inclusões citoplasmáticas.

Além do tracoma, a Chlamydia trachomatis é responsável pela conjuntivite de inclusão, pelo linfogranuloma venéreo e por outros quadros de doenças sexualmente transmissíveis.

Fonte de infecção

Homem com infecção ativa. As infecções clamidianas são limitadas às superfícies mucosas de humanos.

Reservatório

Indivíduos até 10 anos de idade com infecção ativa, são considerados o maior reservatório de transmissão da doença em uma comunidade. Crianças com tracoma também podem portar C. trachomatis nos tratos respiratório e gastrointestinal. Não há reservatório animal do tracoma e a Clamídia sobrevive mal fora do hospedeiro humano.

Modo de transmissão

A transmissão da doença ocorre de forma direta, de olho para olho, ou de forma indireta, através de objetos contaminados.

Os insetos podem atuar como vetores mecânicos, em especial a mosca doméstica e a moscaHippelates sp (lambe-olhos) de importância em algumas regiões.

Período de incubação

Em média de 5 a 12 dias.

Período de transmissibilidade

A doença é transmissível enquanto persistirem as lesões ativas da conjuntiva. A infectividade é maior no início da doença e quando coexistem infecções bacterianas agudas ou crônicas.

Suscetibilidade

Todos indivíduos são suscetíveis à doença, sendo que crianças reinfectam-se com maior freqüência dependendo das condições do meio.

A resposta imune celular é considerada necessária para a cura da infecção, mas provavelmente, também contribuí para o desenvolvimento das lesões conjuntivais cicatriciais.

Os anticorpos responsáveis pela proteção podem ser diferentes dos que causam reações deletérias. Se fosse possível estimular, especificamente, a resposta imunológica protetora então teríamos uma vacina de tracoma eficaz.

 Prognóstico   

As re-infecções sucessivas da conjuntiva pela Chlamydia trachomatis, associadas à outras conjuntivites bacterianas, podem levar à quadros de tracoma inflamatório intenso (TI). Os casos de TI apresentam maior risco de desenvolverem cicatrizes conjuntivais (TS). Os indivíduos com TS têm maior probabilidade de desenvolverem entrópio, triquíase, opacificação de córnea e conseqüentemente cegueira.

Quadro clínico    

Nos períodos iniciais da infecção, o tracoma aparece em forma de conjuntivite folicular, com hipertrofia papilar e infiltração inflamatória que se estende por toda a conjuntiva, principalmente a conjuntiva tarsal superior. Em casos leves os folículos regridem e em casos mais graves podem se tornar necróticos, deixando uma pequena cicatriz conjuntival que dependendo da inflamação pode evoluir para cicatrizes mais extensas, e com o passar do tempo podem causar distorção nas pálpebras, com inversão dos cílios provocando triquíase.

Os cílios invertidos tocando a córnea podem provocar ulcerações e consequentemente, opacificação corneana, que é a responsável pela acuidade visual baixa e cegueira.

A gravidade da doença dá-se principalmente pelos episódios freqüentes de reinfecções e pelas conjuntivites bacterianas associadas.

Os sintomas do tracoma inflamatório são lacrimejamento, sensação de corpo estranho, fotofobia discreta e secreção purulenta em pequena quantidade. Somente haverá secreção purulenta em grande quantidade, se houver infecção bacteriana associada, porém, dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica revelaram que 25% dos indivíduos com tracoma inflamatório são assintomáticos.

Os pacientes que apresentam triquíase e entrópio manifestam dor constante (devido aos cílios tocarem a córnea), assim como os portadores de ulceração corneana que podem ter fotofobia associada.

Inflamação Tracomatosa Folicular (TF)Obs.: Figuras do Cartão de Gradação de Tracoma (Organização Mundial de Saúde)

Para este sistema de gradação deve existir na conjuntiva tarsal superior no mínimo 5 folículos e estes devem ter pelo menos 0,5mm de diâmetro.Folículos são elevações redondas ou pontos mais pálidos que a conjuntiva em redor.

Os folículos devem ser distinguidos de pontos causados por pequenas cicatrizes e de depósitos degenerativos na conjuntiva. As pequenas cicatrizes não são redondas, e possuem bordas angulares com cantos agudos, enquanto que os folículos tem bordas mal delimitadas.Os depósitos degenerativos incluem agregados conjuntivais, que são massas opacas amarelas ou brancas, com bordas bem definidas e cistos que se apresentam como bolhas claras na conjuntiva.

 Inflamação Tracomatosa Intensa (TI)

Espessamento inflamatório pronunciado da conjuntiva tarsal superior que encobre mais da metade dos vasos tarsais profundos normais. O perfil chave deste grau é um exuberante espessamento inflamatório.

Nesta classificação, este espessamento é definido como presente, quando mais de 50% dos vasos tarsais profundos não são visíveis. Na inflamação tracomatosa intensa, a conjuntiva tarsal apresenta-se vermelha, enrugada e espessada. Isto é devido, a infiltração inflamatória difusa, ao edema, e ao aumento da rede vascular (hipertrofia papilar). Há freqüentemente numerosos folículos.O espessamento inflamatório e a opacificação da conjuntiva não devem ser confundidos com a cicatrização, especialmente a fibrose difusa ou formação de membrana fibrovascular.

Considera-se tracoma ativo os casos de tracoma inflamatório folicular (TF) associado ou não com tracoma inflamatório intenso (TI) e os casos de TI.

 Cicatrização Conjuntival Tracomatosa (TS)

A presença de cicatrizes na conjuntiva tarsal superiorAs cicatrizes na conjuntiva tarsal superior, caracteristicamente, têm uma aparência esbranquiçada, fibrosa, com bordas retas, angulares ou estreladas.

As cicatrizes, especialmente, a fibrose difusa podem obscurecer os vasos tarsais e não devem ser confundidas com reação inflamatória intensa.

 Triquíase Tracomatosa (TT)Obs: Figuras do Cartão de Gradação de Tracoma (Organização Mundial de Saúde).A figura também mostra opacificação corneana (CO).

Cílios invertidos, triquíase.Considera-se Triquíase Tracomatosa (TT) quando pelo menos um dos cílios atrita o globo ocular, ou quando há evidências de remoção recente de cílios invertidos, associados à presença de cicatrizes na conjuntiva tarsal superior (TS) sugestivas de tracoma.

 Opacificação Corneana (CO)

Opacificação corneana (CO) de origem tracomatosa, caracteriza-se por sua nítida visualização sobre a pupila, com intensidade suficiente para obscurecer pelo menos uma parte da margem pupilar.

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

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